UMA LIÇÃO
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Em 1954, Peter Drucker nos alertava que, em função do crescimento e da diferenciação da oferta, cada vez mais as empresas
deveriam passar a se preocupar com a adequação de seus produtos ao mercado.
Em outras palavras, uma vez que o consumidor vinha tendo cada vez mais opções de escolha, tornava-se imperioso re-aprender a lidar com o mercado.
Em suas palestras e artigos, Drucker citava insistentemente o exemplo da General Motors, que sob a inspiração de Alfred Sloan
adotara uma postura diametralmente oposta a de Henry Ford. Embora fosse inegável a importância das economias de escala, a idéia de que:
qualquer americano poderia comprar um carro da cor que quisesse, desde que fosse preto, vinha apresentando resultados decrescentes. O maior indicador disto eram os pátios da Ford, cheios de modelos A e posteriormente dos modelos T para
vender.
Quando Sloan propôs que a GM se estruturasse em torno de 5 divisões, cada uma voltada para um segmento diferente de mercado (desde
os Oldsmobiles para os ricos até os Chevrolet, para os pobres) muitos analistas acreditaram que suas pretensões eram descabidas e que nunca uma empresa vocacionada para o mercado de massa poderia sobreviver a tamanha diversificação.
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Os resultados todos conhecem:
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a GM ultrapassou a Ford e nunca mais foi alcançada pela arqui-rival.
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L. A. COSTACURTA JUNQUEIRA
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VICE - PRESIDENTE
.Instituto MVC M. Vianna Costacurta Estratégia e Humanismo.
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