CRIANDO
SEUS FUTUROS CLIENTES
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Grandes corporações enfocam grande parte de sua publicidade nos adolescentes para assegura-los como compradores de seus produtos no futuro. A guerra de anúncios por parte das corporações que tentam conquistar o cobiçado mercado dos adolescentes, para assegura-los como seus clientes no futuro, chegou até o pátio da escolas.
Basta ver as páginas de
SchoolSports, uma revista que distribui 650 mil exemplares e se estima chega a uns 2.6 milhões de leitores nas escolas de todo o país, para encontrar aí anunciantes como:
TeamRoc - Rocawear, Phat Farm,
nike, Reebok,
Adidas, Gatorade,
Got Milk, Gillette e
Champion.
As corporações estão investindo cada vez mais em publicidade dirigida aos adolescentes de 12 e 19 anos de idade por duas razões muito simples e poderosas:
este segmento de mercado gastou no ano passado uns
170 bilhões de dólares, ou seja uma média de gasto individual de 91 dólares por semana, de acordo com dados da empresa de
investigação TRU
- Teenage Research Unlimited e, uma vez que os tenham como clientes é mais fácil que em idade adulta sigam comprando seus produtos.
Trata-se de um nicho estratégico, não só pelo seu alto poder de compra, senão por que se compõe de consumidores que começam a modelar seus gostos e em muitos casos estão elegendo as marcas que seguirão usando ao longo de sua vida. explica
James Kaufman, presidente e diretor executivo de
SchoolSports, que se especializa em apresentar perfis de atletas de escolas em diferentes regiões do país, entre eles Los Angeles.
Mark Brand, professor de Administração de Empresas da Universidade
Johnson & Wales de Denver, explica que até a pouco tempo a tendência
das técnicas de mercado das companhias era dividir sua publicidade nos segmentos de crianças e adultos, mas agora estão enfocando mais no grupo em que estão os adolescentes.
Por exemplo, disse
Brand,
Gillette, a empresa conhecida mundialmente por seus barbeadores, se enfoca em atrair a atenção das jovens na idade em que
estes começam a se barbear, sabendo que podem ganha-los como clientes leais na idade adulta. Outro exemplo é a marca de roupa
Ralph Lauren, que
desenvolveu linhas menos formais e mais econômicas como Polo Jeans para chegar ao mercado dos jovens.
É como uma espécie de acalentamento, porque, conforme vão evoluindo a vida dos adolescentes e sua situação econômica, muitos destes acabarão sendo consumidores das gamas profissionais e de luxo do estilista, explica Brand.
Iveliesse Malave, vice-presidenta da agência
Fleishman-Hillard em Los Angeles, enfatiza que o poder de compra dos adolescentes de agora é enorme.
Não contam só com o dinheiro que vão ganhando em empregos de verão ou período parcial, mas também tem um grande poder de influência no gasto
familiar, afirma Malave.
Nas gerações anteriores os pais exerciam o poder de decisão sobre muitos artigos dos adolescentes, de sua roupa a sua alimentação e bebidas, enquanto que agora são eles os quais requerem que seus pais invistam nos produtos de sua escolha.
Esta mudança de conduta no consumo tem levado ao surgimento de programas e publicações dirigidos especificamente a este mercado como uma opção para os anunciantes.
Por exemplo, a revista Vogue tem agora a publicação
Vogue Teen e para o mercado hispano tem a Teen em Espanhol, especializada em temas que interessam aos jovens deste grupo étnico, considerado o de maior crescimento no país.
Revistas como estas contam com grandes anunciantes como Nike, Adidas, Gatorade ou Gillette, entre outros.
Estas companhias não só
investem seu dinheiro, mas o fato de que anunciem cada vez mais em nossa publicação, prova que se trata de um meio eficaz para um importante mercado, disse o diretor executivo da revista
SchoolSports.
uma das dificuldades deste nicho de mercado composto pelos adolescentes é, precisamente, sua constante mudança de gostos e tendências.
Estão mudando constantemente de uns gostos a outros e de umas tendências a outras,
cada uma mais inovadora que a outra.
Esta instabilidade levou os anunciantes a ampliar suas estratégias em seu afã de chegar ao mercado dos jovens, faze-los seus clientes e conserva-los.
No passado por exemplo, não haviam praticamente comerciais informativos (infomerciais) dirigidos aos mais jovens, enquanto que agora tem cada vez mais produtos ofertados por este
meio.
Tem
muitos que se preocupam com este bombardeio publicitário dirigido aos
consumidores jovens, mas Kaufman afirma que publicidade, por si só, não
é negativa. Naturalmente, é preciso conduzi-la responsavelmente, o que em nosso caso significa que nunca aceitaremos anúncios de cigarros ou álcool, apesar de serem muito
lucrativos, disse o experto, e acrescenta: A liberdade de anunciar e dar opções ao consumidor é uma das bases de nossa economia e não há nada de errado em ajustar estas práticas ao mercado mais
jovem.
Yolanda Arenales
Editora Assistente de Negócios
jornal
DIGITAL la opinion - Califórnia
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